segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Olha o petróleo! - parte 4

Fala, pessoal.

Prometo que estou finalizando esse assunto!

Eu falei no primeiro post sobre esse tema que o governo ainda não sabia como esse pré-sal seria repartido. Recentemente, a mídia divulgou que o modelo escolhido seria o de partilha, ao invés do modelo de concessão.

Qual a diferença?
Basicamente, no modelo de concessão (atual no Brasil), a produção pertence à empresa que ganhou o direito de explorar cada região, sendo que a empresa para royalties e impostos ao governo. PARA QUEM NÃO SABE, O MONOPÓLIO DA PETROBRÁS PARA EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO ACABOU EM 1997, DURANTE O GOVERNO FHC. No sistema de partilha, a produção pertence ao Estado. A empresa entra no negócio como parceira do governo, realizando o trabalho de exploração e extração do petróleo; nesse modelo, o lucro é dividido entre as partes.


Não dá pra detalhar todas as particularidades de cada modelo em um post, mas quero expor o modelo norueguês, que é baseado no modelo de partilha:

Vejam esse trecho retirado do PORTAL EXAME: www.portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0166320.html

"Os noruegueses criaram uma empresa 100% estatal chamada Petoro, que tem 60 funcionários. Ela não explora diretamente o petróleo, como faz a Petrobras, mas entra como sócia de empresas que operam os poços. Os ganhos da Petoro serão gastos majoritariamente para garantir benefícios previdenciários das futuras gerações. A Petoro envia tudo o que ganha para um fundo de pensão, que atua como se fosse um fundo soberano. O dinheiro é investido no exterior, na compra de ações e bônus. Apenas os dividendos são gastos. Somente 4% do dinheiro do fundo pode ser usado na economia interna a cada ano. No ano passado, os ativos do fundo somavam US$ 396,5 bilhões".


Como complemento, vejam esse outro trecho, disponível em:
www.bellavitasantos.com.br/blog-dos-imoveis-em-santos-bella-vita/noruega-e-modelo-exemplar-no-uso-dos-recursos-do-petroleo/

"O primeiro aspecto do FPG ("o tal fundo falado no trecho acima") que merece destaque é a competência de seus administradores. No início da década, o fundo tinha recursos de cerca de 50 bilhões de dólares. Na metade deste ano, havia atingido 400 bilhões de dólares, montante quase equivalente ao PIB do país. Esse resultado formidável se deve a um misto de políticas rígidas de governança, independência e transparência. Apesar do nome, o fundo do petróleo não tem como única missão garantir a previdência social do país. O FPG é um fundo soberano que cumpre muitas funções.Uma das principais delas, paradoxalmente, é proteger o país da maldição do petróleo. “A ideia é que o petróleo que jorra no mar nunca chegue à costa“, disse numa entrevista recente o gestor do FPG, Yngve Slyngstad. “Quando olhamos para a história, a maioria dos países que receberam uma bolada graças aos recursos naturais acabou sendo prejudicada de um jeito ou de outro".


Tiremos nossas conclusões!

Nenhum comentário: